SEM PENSAR MUITO
A pequena gaivota descansa no grande navio que zarpa rumo a terras longínquas. A gaivota vai ficar no Tejo, já desistiu há muito do esforço da pesca, prefere a cidade e os caixotes do lixo, sabe pelo passa grito, que os humanos desperdiçam coisas muito boas e ainda fazem fotos, encantados com algumas poses serenas, mal sabem eles que a maioria das gaivotas já esqueceu Fernão Capelo! A gaivota espreita os que vão, uns tolos, outros tolos também, a fugir de si próprios e na bagagem levam o que fingem ter deixado para trás, escondido em roupas bonitas. O entardecer de Novembro está majestoso e sereno, o céu muda de cor, e a luz faz jogos com as nuvens. A pequena gaivota voa e leva o meu corpo também, o país a ficar para trás, os pensamentos a desvanecer-se e - sem pensar muito - deslizo entre os azuis da Terra e do Céu. O navio sumiu, o país sumiu, as malas, as vozes e as roupas também, só o vento frio e o imenso azul !!!!! por fora e por dentro!!!!!sem pensar !!!!
No imenso azul,
ResponderExcluirnão há longe nem distância.
Apenas o risco branco do voo de uma gaivota...
joão
Oh, foi tempo que as gaivotas riscavam o ar e mergulhavam intensamente no mar, agora andam lentas, mornas e transgénicas de tantos restos nossos.... :)
Excluirjinhos
luisa